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Videos: Ato de Mobilização pela preservação do Rio São Francisco, marca as ações da semana da água em Piaçabuçu

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Uma mobilização pela preservação do Rio São Francisco  aconteceu neste domingo (19), na Orla de Piaçabuçu, localizado a 135km da capital Alagoana.

A evento foi realizado pela  Secretaria de Meio Ambiente em parceria com o IMA, ICMbio, Governo do Estado, SEMARH e ONG Olhe o Chico,  com o tema BEBA NOSSA ÁGUA. Uma balsa com alunos da rede municipal, autoridades, pescadores e comunidade, passeou pelas margens do rio ao do som do violino e canções que em suas letras cantavam a dor e chamavam a todos para se unir em defesa do Velho Chico. Uma cena teatral foi montada pra dramatizar o sofrimento do ribeirinho, que tem nas águas do rio o seu sustento.

Já em terra no terminal turístico, foi oferecido um saboroso e nutritivo café da manhã, e logo após os alunos fizeram varias apresentações e parodias em defesa do Rio da integração nacional.


O movimento serviu de clamor pela conscientização ambiental na preservação do nosso rio que está morrendo.

Agrava o aumento de salinidade nas torneiras

Como o abastecimento na cidade depende exclusivamente do rio, a água ofertada atualmente aos moradores é salgada. Sem água adequada para o abastecimento diário e o sumiço das espécies antes encontradas no rio, o cotidiano dos moradores não tem sido mais o mesmo. A saúde é um dos fatores que mais afetam a comunidade

“É muito preocupante essa situação para nós, eu nasci e me criei na região ribeirinha e é do rio São Francisco que nós tiramos nossa sobrevivência e se o Rio está morrendo, nós também estamos. O rio é a nossa vida, é a nossa alegria e nós estamos com medo de perder ele, é só tirando, sem repor, e o rio está secando cada vez mais”, afirmou Seu Zé Carmo de 90 anos.

Para o secretário de Meio Ambiente Otávio Augusto, agora é hora de reagir entanto é tempo e a prevenção é o melhor remédio. “As agressões que tem sido feitas contra nosso velho chico como esgotos,  desmatamento, e principalmente com redução da vasão tem deixado sequelas, e são coisas que tem chamando a nossa atenção. Precisamos ter uma visão de futuro, o que queremos para os nossos filhos, nossos netos para as próximas gerações? E esse dia de movimento em defesa do rio, serve para despertar toda a sociedade para entender que todo mundo tem a obrigação de defender o rio e fazer isso, de maneira natural, não de maneira forçada, ter coragem de ir às ruas para defender e ter coragem de mexer nas entranhas desse problema”,pontuou.

O Evento marcou as ações da semana da água, realizada pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos em parceria com a Saúde e Educação. BEBA NOSSA ÁGUA é uma analogia aos problemas relacionados às agressões que o Rio São Francisco que vem sofrendo ao longo do seu percurso.

Redução da vazão a vista

​Devido ao agravamento da situação hidrológica na Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) deverá iniciar, no próximo dia 22 de março, teste visando à redução da vazão mínima de 700 metros cúbicos por segundo (m³/s) para 650 m³/s, no trecho do rio entre os reservatórios de Sobradinho (BA) e Itaparica (PE), durante o período de cinco dias.

A decisão de realização do teste será tomada no próximo dia 20 de março, em reunião de avaliação da operação dos reservatórios da Bacia do Rio São Francisco, coordenada pela Agência Nacional de Águas, com a participação do Ibama, Ministério de Minas e Energia, Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS, Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) Ministério da Integração Nacional, entre outros órgãos, entidades civis e usuárias.

“Estamos no final do período úmido e as chuvas que caíram ficaram abaixo do esperado. Com essa estiagem que já chega no sexto ano seguido, todos os usuários do Rio São Francisco são atingidos. A operação dos reservatórios está com o propósito maior de armazenar água para os usos múltiplos, em especial, o abastecimento humano”, declarou o diretor de Operação, João Henrique Franklin.

Ele destacou que, apesar das condições hídricas desfavoráveis, não há risco de desabastecimento de energia elétrica. “O Setor Elétrico dispõe de outras fontes de energia, como a eólica, a termelétrica e a importação de energia pelo Sistema Interligado Nacional”, explicou.

Por redação com Assessoria

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