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Adolescente de Piaçabuçu é ameaçada em Jogo Momo do Whatsapp

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Muito parecido com o desafio “Baleia Azul”, que causou diversos transtornos e até mesmo mortes aos jovens e adolescentes de todo o mundo há um tempo atrás, o jogo MOMO Whatsapp está causando grandes polêmicas, pois muitos usuários afirmam ter recebido ameaças de mortes não só contra si, mas também contra membros da família ou amigos próximos.

Os pais de uma adolescente de Piaçabuçu, ficaram transtornados após tomarem conhecimento de que sua filha sofreu ameaças por intermédio do Whatsapp nesta semana.

Um número desconhecido, identificado apenas como “Momo” ligou e mandou mensagens de ameaças para a garota, causando muita preocupação para os pais que fazem um apelo alertando para que outras famílias não passem pela mesma situação.

O que é a ‘Momo do WhatsApp’ e quais são os riscos que ela representa?

Ela se chama Momo e sua aparência é aterrorizante: olhos esbugalhados, pele pálida e um sorriso sinistro. Sua imagem ficou famosa pelo WhatsApp, disseminada como um desafio viral. Mas autoridades e especialistas advertem que pode ser algo muito mais sério do que uma simples distração online.

“Tudo começou em um grupo de Facebook onde os participantes eram desafiados a começar a se comunicar com um número desconhecido”, publicou no Twitter a Unidade de Investigação de Delitos Informáticos do Estado de Tabasco, no México.

“Vários usuários disseram que, se enviassem uma mensagem à Momo do seu celular, a resposta vinha com imagens violentas e agressivas. Aliás, há quem afirme que teve mensagens respondidas com ameaças.”

O fenômeno se extendeu por todo o mundo, da Argentina aos Estados Unidos, França e Alemanha.

Não está claro o quão disseminado o jogo está no Brasil, mas Rodrigo Nejm, da ONG Safernet, alerta para os riscos. “É mais uma isca usada por criminosos pra roubar dados e extorquir pessoas na internet”, diz.

De onde vem o jogo Momo

A internet está cheia de perguntas sobre Momo.

No Reddit, alguém perguntou em inglês há apenas uma semana: “Quem é Momo, a menina do WhatsApp? Encontrei há pouco um vídeo que dava medo. Acho que é uma brincadeira elaborada, mas não tenho certeza”.

Esta foi a resposta mais votada: “Alguém de um país de língua espanhola tirou a foto, criou uma conta de WhatsApp e espalhou os rumores para contactar a Momo. Dessa conta, envia mensagens e imagens inquietantes a quem escreve para ela. Em algumas, insinua que tem informações pessoais sobre a pessoa.”

O youtuber ReignBot, que tem mais de 500 mil inscritos em seu canal, publicou um vídeo visto por milhões de pessoas em que explica que é difícil encontrar o usuário de WhatsApp que criou a Momo, mas sabe-se que está vinculado a pelo menos três números de telefone que começam com 81, código do Japão, e dois latino-americanos, um da Colômbia (52) e outro do México (57).

Talvez por isso a Momo tenha ficado especialmente conhecida na América Latina.

Segundo o especialista Rodrigo Nejm, há cada vez mais números se espalhando com a Momo.

A origem da imagem é japonesa. Pertence a uma escultura de uma mulher-pássaro que foi exposta em 2016 numa galeria de arte em Ginza, um luxuoso distrito de Tóquio, e que fez parte de uma exposição sobre fantasmas e espectros.

As fotos foram tiradas de uma conta do Instagram, explicam as autoridades mexicanas.

Os riscos do jogo Momo

Mas por que o jogo é perigoso? Qual é o problema de escrever para um número desconhecido no WhatsApp?

Os investigadores mexicanos citam cinco possíveis razões:

  • roubo de informações pessoais
  • incitação ao suicídio ou à violência
  • assédio
  • extorsão
  • transtornos físicos e psicológicos (ansiedade, depressão, insônia etc.)

“Lendas urbanas existem desde sempre, e com a internet isso não mudou. Criminosos aproveitam para surfar essa onda”, diz Rodrigo Nejm.

Os especialistas em crimes cibernéticos aconselham a não fomentar a cadeia de mensagens e não contactar números desconhecidos para evitar cair em fraude, extorsão ou outro tipo de ameaça.

Dar seu número a um estranho pela internet nunca é uma boa ideia.

O que os pais podem fazer

“Pais devem orientar seus filhos de que é mais um golpe e deixar claro para eles que é importante proteger seus dados pessoais na internet”, diz Nejm.

“Ter domínio do aparelho não significa ter maturidade para reconhecer situações de perigo.”

Nejm diz que, se alguém estiver “conversando” com a Momo e ela pedir algo indevido – se houver uma extorsão ou um pedido de foto, por exemplo -, deve-se salvar a conversa e procurar uma autoridade. Ele adverte que não basta dar “print” na conversa. É preciso exportar a conversa para nós mesmos. O WhatsApp tem uma ferramenta que permite isso.

Ele também sugere que pais consultem o canal de ajuda da ONG, canaldeajuda.org.br, que orienta as pessoas sobre o que fazer em situações de violência online.

Momo é o novo ‘Baleia Azul’?

Alguns comparam o fenômeno Momo com o “Baleia Azul”, um desafio que se tornou viral em abril de 2017 e sobre o qual as autoridades levantaram alertas porque incitava o suicídio.

Assim como Momo, disseminou-se rapidamente pela internet e as redes sociais.

Os primeiros casos foram registrados na Rússia, mas o jogo chegou ao Brasil, México, Colômbia e outros países.

No caso da Momo, seu principal meio de disseminação é o WhatsApp, mas também se popularizou através do jogo Minecraft, que tem mais de mil jogadores por dia.

Por Redação / com informações do G1