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Água fornecida à população de Piaçabuçu não é de boa qualidade, aponta FPI

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FOTO: JONATHAN LINS

Depois de vistoriar diversos pontos do sistema de captação e distribuição de água do município de Piaçabuçu, agentes da Fiscalização Preventiva Integrada da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (FPI do São Francisco) constataram que os munícipes não vêm recebendo o produto devidamente tratado.

A preocupação é com a saúde da população, que acaba consumindo água contaminada e exposta a doenças de veiculação hídrica.

A fiscalização encontrou as inconformidades nos sistemas dos povoados de Potengy e Penedinho, que captam água direto do Rio São Francisco e distribuem o líquido para os moradores das localidades sem as etapas de filtração ou desinfecção.

Além disso, as áreas de captação não possuem nenhum tipo de proteção, como prevê a legislação.

A FPI também verificou que a prefeitura de Piaçabuçu não mantém técnicos habilitados para realizar o monitoramento da qualidade da água captada.

“As situações encontradas descumprem diretamente a legislação vigente, que diz que qualquer água para consumo humano não pode ser ofertada sem tratamento. O abastecimento destes dois povoados é de responsabilidade da prefeitura, que não cumpre nenhuma das normas técnicas estabelecidas para este tipo de serviço. Ou seja, é uma situação irregular, precisando ser contornada com urgência”, disse Elisabethe Rocha, que coordenou os trabalhos de inspeção dos sistemas.

Ela ainda revelou que, devido à intrusão salina na região, a água distribuída no povoado de Potengy, além de não receber o tratamento adequado, está bastante salgada.

“Diante do encontrado, vamos notificar a prefeitura de Piaçabuçu pela ausência do tratamento, por não realizar a proteção das áreas de captação e reservação. Portanto, a gestão deve buscar alternativas para o problema da oferta de água salina no povoado de Potengy, contratando um técnico para se responsabilizar pelo sistema”, disse.

Zona urbana

Com relação à água ofertada à população da zona urbana de Piaçabuçu,  a população também está sofrendo com a salinidade da água ofertada.

“Já na zona urbana, o tratamento e distribuição de água é de responsabilidade da  Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal). Nesta área, o processo de intrusão salina já é conhecido. Por isso, a companhia conseguiu, junto ao governo do estadual, recursos para relocar o ponto de captação a fim de fugir da área com influência da salinidade no rio. Este processo está sendo acompanhado”, afirmou a coordenadora, sobre o investimento de R$ 1,5 milhão no município do Baixo São Francisco.

Por ASSESSORIA FPI