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Número de pessoas ocupadas em Alagoas em 2017 é o menor em 6 anos, aponta IBGE

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Pouco mais de 1 milhão de alagoanos tiveram alguma ocupação, com carteira assinada ou não, em 2017, o menor resultado dos últimos seis anos. A informação é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (8).

Os dados mostram que até 2014 o número de ocupados apresentou crescimento, mas a partir do ano seguinte, a tendência foi de queda:

  • 2012 – 1.114 milhão;
  • 2013 – 1.138 milhão;
  • 2014 – 1.155 milhão;
  • 2015 – 1.143 milhão;
  • 2016 – 1.132 milhão;
  • 2017 – 1.041 milhão

Para o economista Francisco Rosário, os números mostram que o alagoano tem sido obrigado a entrar na informalidade como alternativa à crise econômica. Porém, a queda nos últimos anos é puxada pelo setor sucroenergético.

“Esse número é menor por causa da cana-de-açúcar, principalmente. As contratações temporárias no setor foram feitas em um volume menor do que nos anos anteriores. Além disso, metade da população apta a trabalhar no estado vive de bico. Com o desemprego, a renda das famílias caiu, e todos os que moram na residência precisaram ajudar, inclusive aqueles fora da população economicamente ativa, ou seja, que podem trabalhar com carteira assinada”, explica Rosário

No ano passado, a maioria dos ocupados era do sexo masculino, com 616 mil pessoas. As mulheres na mesma situação eram 424 mil.

Maceió e Região Metropolitana

Com relação a Maceió, 400 mil pessoas tinham alguma ocupação. Esse resultado é menor que o de 2016 (433 mil pessoas) e o mais baixo desde 2012.

Houve queda também no resultado da Região Metropolitana da capital. Em 2017, eram 481 mil ocupados, e 517 mil em 2016. E, assim como na capital, o total do ano passado foi o menor desde 2012.

Empreendedores

O levantamento mostra ainda que 315 mil pessoas estavam ocupadas como empregadoras ou por conta própria em Alagoas no ano passado. Esse índice sofreu três quedas seguidas nos últimos anos. Eram 339 mil em 2016, 347 mil em 2015 e 355 mil em 2014.

Do total dos empreendimentos próprios naquele ano, 265 mil não tinham registro no CNPJ, enquanto 50 mil tinham esse registro no estado.

Os homens são maioria entre os empreendedores, com CNPJ ou não. Em 2017, 215 mil dos entrevistados disseram ser empregadores ou trabalharem por conta própria. As mulheres eram 99 mil.

Nível de instrução e área de atuação

Ainda em nível estadual, a maioria dos que se disseram ocupados não tinha instrução ou tinha o ensino fundamental incompleto (418 mil pessoas). Em seguida, vêm aqueles com ensino médio completo ou superior incompleto (338 mil pessoas), com o ensino fundamental completo e médio incompleto (145 mil pessoas) e com o ensino superior completo (139 mil pessoas).

Com relação à área de atuação, o comércio, reparação de veículos e motocicletas foram as áreas que mais empregavam, com 225 mil pessoas.

Na sequência, aparecem agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (145 mil pessoas); construção (79 mil); serviços domésticos (75 mil), informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, entre outras (70 mil pessoas); indústria geral (66 mil pessoas) e alojamento e alimentação (56 mil pessoas).

Fonte: G1 de AL